
A maternidade é, por definição, um período de crise. Não uma crise no sentido negativo da palavra, mas no sentido de metamorfose. Para que o bebê nasça, a mulher que você precisa precisa, de certa forma, dar espaço para a mãe que está surgindo. E esse processo de “nascer mãe” é, muitas vezes, solitário e exaustivo.
É comum ouvirmos que a privação de sono e o cansaço físico são os grandes vilões do pós-parto. Mas, como psicóloga, percebo no consultório que existe um cansaço que o sono não cura: o cansaço psíquico. É aquela sensação de que você está operando no “automático”, desconectada dos seus próprios desejos e mergulhada em uma culpa silenciosa por não estar vivendo a plenitude que a sociedade prometeu.
O Ambiente de Cuidado
Donald Winnicott, um dos pilares da minha prática clínica, nos ensina que para um bebê se desenvolver com saúde, ele precisa de um ambiente de sustentação (físico e emocional). No entanto, o que pouco se discute é: quem sustenta/ cuida da mulher enquanto ela sustenta o bebê?
Muitas vezes, a rede de apoio foca apenas nos cuidados práticos com a criança, deixando a saúde mental da mãe em segundo plano. Quando essa sustentação falta, a ansiedade, a irritabilidade e a tristeza profunda podem surgir como sinais de que o seu “reservatório emocional” está vazio.
Quando buscar ajuda profissional?
A psicoterapia perinatal não é um recurso apenas para diagnósticos de depressão pós-parto. Ela é um espaço de cuidado preventivo e de elaboração. É o momento de:
- Integrar a sua nova identidade (Mulher + Mãe + Profissional).
- Validar sentimentos ambivalentes sem o peso do julgamento.
- Fortalecer o vínculo com o bebê através do fortalecimento da sua própria saúde mental.
Se você sente que a jornada está pesada demais e que o brilho da vida parece opaco, saiba que buscar ajuda é o maior ato de cuidado que você pode ter por você e pelo seu filho.
O papel do cuidado na Saúde Mental: Quem sustenta a mãe para que ela sustente o bebê?
No campo da psicologia perinatal, frequentemente recorremos a um conceito fundamental de Donald Winnicott: o ambiente de cuidado. Para o bebê, esse suporte é físico e emocional, permitindo que ele se desenvolva com segurança. Mas, como especialista e pós-graduanda em Saúde Mental e Desenvolvimento Emocional, trago uma pergunta essencial para a clínica: como fica o psiquismo dessa mãe quando ela não encontra o seu próprio lugar de sustentação?
A Teoria na Prática Clínica
Ao longo de quase duas décadas de prática clínica, observo que o sofrimento materno muitas vezes não nasce de uma “incapacidade”, mas de uma solidão estrutural. Quando a mulher se torna mãe, ela entra em um estado de sensibilidade aumentada. Se o ambiente ao redor dela é invasivo, crítico ou ausente, a saúde mental materna fica vulnerável.
O cuidado que ofereço na psicoterapia não é apenas um “ouvir”, mas um suporte técnico que permite:
- A Elaboração da Parentalidade: Integrar as perdas e ganhos dessa nova fase.
- A Redução da Culpa: Compreender que a perfeição é um mito e que a “mãe suficientemente boa” é aquela que consegue estar presente dentro das suas possibilidades reais.
- O Fortalecimento do Vínculo: Uma mãe que se sente cuidada tem mais recursos internos para cuidar.
Minha atuação na psicologia, fundamentada desde 2008, une o rigor da Psiquiatria, a Psicanálise, a Pediatria e da Teoria Winnicottiana, temas centrais da minha pós-graduação, com rigor científico, aliada à sensibilidade psicanalítica. Entender o desenvolvimento infantil é indissociável de cuidar da saúde mental de quem materna.
Se você sente que o seu ambiente de sustentação está fragilizado, a psicoterapia pode ser o espaço necessário para reorganizar sua estrutura emocional e fortalecer o seu maternar.
A jornada da parentalidade exige um ambiente seguro para florescer. Meu trabalho é oferecer esse suporte técnico e acolhedor para que você não precise atravessar essas transformações sozinha.
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Fabiana da Silva || Psicóloga Clínica (CRP 06/133045) | Pós-graduanda em Saúde Mental e Desenvolvimento Emocional – PUC
1Especialista em Perinatalidade e Parentalidade – Atendimento de Gestantes e Puérperas.
Atuação clínica fundamentada na Teoria de Winnicott desde 2008.
Entre em contato através do WhatsApp 11 9 7299 6474 e me conta o que está acontecendo através da primeira consulta de acolhimento e iniciar o seu processo terapêutico comigo