
A transição para a parentalidade é, sem dúvida, uma das metamorfoses mais profundas do desenvolvimento emocional humano. No entanto, raramente falamos sobre o que a mulher perde quando o bebê nasce. No consultório, percebo que a culpa materna muitas vezes ocupa um espaço que deveria ser de luto: o luto da mulher que você era antes de se tornar mãe.
A Metamorfose do “Eu” Sob a perspectiva da psicologia perinatal, o puerpério é um período de intensa vulnerabilidade e reorganização da identidade. Existe um hiato entre quem você costumava ser — com sua autonomia, sua rotina e seus antigos papéis — e a nova mulher que está sendo forjada pelas demandas da maternidade. A culpa surge justamente nesse intervalo, quando a mulher tenta, sem sucesso, sustentar a performance da vida anterior enquanto lida com as exigências avassaladoras do presente.
A Ilusão da Mãe Perfeita vs. A Mãe Real O meu trabalho clínico foca em desconstruir o mito da “mãe perfeita” para dar lugar à mãe real. No desenvolvimento emocional, sabemos que o que um bebê necessita não é de uma figura infalível, mas de uma mãe que consiga processar suas próprias emoções para estar disponível ao outro. Quando você se cobra uma perfeição inalcançável, a culpa se torna paralisante, impedindo que você enxergue a potência do vínculo que já está construindo.
O Espaço da Terapia Parental A psicoterapia especializada não é um espaço para te ensinar a ser uma mãe “melhor” segundo os padrões sociais. É um ambiente técnico e acolhedor para que você possa integrar essas duas versões de si mesma. É onde transformamos a culpa paralisante em uma responsabilidade gentil, permitindo que você exerça a maternidade com autonomia, saúde mental e, principalmente, com o prazer possível.
Você não precisa atravessar essa metamorfose sozinha. O cuidado especializado é o que permite que o nascimento de um filho não signifique o apagamento da mulher. Me chama no WhatsApp e agende a sua sessão 11 9 7299 6474
Psicóloga Fabiana Silva – CRP06/133045