“E se der errado?”: como dialogar com a mente ansiosa que cria cenários catastróficos para o futuro

Tempo de Leitura: 4 minutos

A pergunta surge quase sempre quando você está no silêncio da noite ou logo nos primeiros minutos do dia: “E se…?”. E se o projeto falhar? E se eu for rejeitada? E se eu não der conta das exigências?

Em questão de segundos, o que era apenas uma hipótese comum no seu cotidiano se transforma em um roteiro catastrófico detalhado na sua mente.

O seu coração acelera, a respiração se torna curta e o corpo reage instantaneamente, como se o pior cenário já estivesse acontecendo no momento presente, eu sei, é desesperador.

Vivenciar a tragédia antes que ela aconteça, é o combustível que alimenta a ansiedade contemporânea.

Viver na sociedade atual exige de nós uma adaptabilidade constante.

Fomos imersos em uma rotina de hiperconexão, bombardeados por informações contínuas, metas de desempenho e uma falsa sensação de previsibilidade alimentada pelas redes sociais e agora, ainda mais com o surgimentos das IA´s.

Os conteúdos digitais costumam exibir trajetórias lineares e perfeitas, cultivando a ilusão de que, se planejarmos o suficiente, seremos capazes de controlar todas as variáveis da vida… O aceleramento.

Contudo, o preço que a nossa mente paga por tentar prever o imprevisível é o esgotamento mental e uma insegurança crônica.

A catastrofização como mecanismo de defesa

Clinicamente, a partir da minha trajetória profissional e estudos, é que a tendência a imaginar o pior não é um “defeito de fabricação”, mas um mecanismo de defesa hiperativo.

Monitoramentos globais sobre saúde mental da Organização Mundial da Saúde (OMS) e diretrizes do Ministério da Saúde apontam que os transtornos de ansiedade continuam entre as principais causas de sofrimento psíquico em adultos, sendo fortemente intensificados pelo excesso de estímulos e pela sobrecarga de exigências.

A mente ansiosa opera sob a seguinte lógica: “Se eu antecipar o pior cenário possível, estarei preparada e protegida caso a tragédia aconteça”.

No entanto, a prática nos mostra o oposto: sofrer por antecedência não diminui o impacto do amanhã; apenas consome a energia e a vitalidade do presente e ao mesmo tempo surge o questionamento “por que me sinto tão cansado?

A mente ansiosa, segue um ritmo tão acelerado, fazendo com que surja concomitantemente, o cansaço mental.

O caminho do crescimento emocional e a conquista do realismo acolhedor

Para construir uma estrutura emocional firme, é preciso que você aprenda a dialogar com essa voz interna, em vez de tentar silenciá-la à força ou entrar em combate com seus próprios pensamentos.

Quando a mente criar uma tempestade catastrófica, o caminho da maturidade psíquica não é o otimismo ingênuo, mas sim o realismo acolhedor. Esse percurso envolve:

  1. Investigue o pensamento sem fusão: Pergunte-se com lucidez: “Esse cenário catastrófico é um fato concreto ou apenas um pensamento criado pelo meu medo?”.
  2. Reconheça seus recursos internos: Lembrar a si mesma das inúmeras ocasiões em que os imprevistos aconteceram e, ainda assim, você encontrou caminhos para reorganizar a rota e seguir em frente.
  3. Ancore-se no presente: Compreender que o único tempo onde você pode atuar, tomar decisões e cuidar de si mesma é o dia de hoje.

Como o meu trabalho clínico, pode te ajudar ajudar neste processo?

A vida carrega uma instabilidade natural, mas há um alívio profundo em descobrir que você não precisa ter o controle de tudo para estar segura.

O antídoto para a ansiedade e o medo do futuro não é a certeza absoluta de que tudo dará certo, mas a confiança gradual de que você possui recursos para lidar com o que vier.

A psicoterapia oferece um espaço clínico seguro de escuta e acolhimento para ajudar você a dar contorno a essa mente hiperativa, a desenvolver a sua autoconfiança, ser mais flexível com você mesma.

Como psicóloga clínica, o nosso trabalho conjunto caminha para…

  • Te ajudar a desarmar o ciclo de antecipação catastrófica: Mapear os gatilhos emocionais e as crenças que ativam o estado de emergência no seu organismo.
  • Desenvolver a autorregulação e a autocompaixão: Ensinar o seu sistema nervoso a desarmar o modo de sobrevivência, promovendo a sensação de repouso e segurança interna.
  • Habitar o presente com autonomia: Fortalecer o seu centro de gravidade psíquico para que você possa tomar decisões sem se paralisar diante do receio do amanhã.

Ao dar um passo atrás e observar seus pensamentos sem se fundir a eles, você perceberá que a sua mente pode até criar tempestades, mas você é o espaço onde elas acontecem e a sua essência permanece.

Se você sente que a ansiedade tem pesado e busca por ajuda clínica, com uma escuta especializada, o acolhimento profissional é o primeiro passo para resgatar a sua paz interior.

Entre em contato através do WhatsApp 11 9 729 6474 para agendar a sua sessão de acolhimento e iniciar o seu processo terapêutico.

Com carinho,

Fabiana Silva || Psicóloga Clínica e Parental | CRP 06/133045

Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Desenvolvimento Emocional || Atendimentos focados no fortalecimento da autoestima, manejo da ansiedade, estresse emocional, perinatalidade e desenvolvimento psíquico.

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