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“Desculpa incomodar…”, “Desculpa, mas posso dar uma opinião?”, “Desculpa qualquer coisa”.

Se você reparar bem no seu vocabulário diário, quantas vezes a palavra “desculpa” entra na sua fala sem que nenhuma falha real tenha sido cometida?

Pedir desculpas por fazer uma pergunta, por expressar uma preferência ou simplesmente por entrar em uma sala não é apenas um sinal de boa educação. Muitas vezes é o sintoma visível de um medo profundo: o medo de que o seu existir, com todas as suas necessidades e contornos, seja um peso para o outro.

Na sociedade contemporânea, esse receio de ocupar espaço encontrou um eco ensurdecedor.

As redes sociais promovem uma cultura de julgamento rápido e estética perfeita.

Aprendemos, silenciosamente, que para sermos aceitos precisamos ser convenientes, discretos e altamente funcionais, sem dar trabalho a ninguém.

O sofrimento surge justamente quando tentamos nos espremer para caber nessa caixinha. O preço desse encolhimento é o emudecimento da nossa própria identidade.

Diretrizes e relatórios atualizados da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde alertam para o crescimento de quadros vinculados à severidade da autocrítica na era digital.

Quando o medo da rejeição se torna o norte da vida, a pessoa passa a monitorar cada gesto, palavra e tom de voz. Como psicóloga especializada na clínica do adulto, observo que quem vive com essa angústia conclui que é melhor ficar calada/o para não correr o risco de ser desagradável.

A prática nos mostra que o hábito de se desculpar por existir revela a falta de uma base interna firme.

Quem sofre com isso muitas vezes cresceu acreditando que o amor e a atenção do outro dependem da sua total submissão ou utilidade.

Há um receio de que, se expressar um desejo ou colocar um limite, a relação irá desmoronar. Assim, prefere-se engolir a própria voz a arcar com o risco do desconforto alheio.

Mas você não precisa pedir licença para ocupar o lugar que já é seu no mundo.

Ocupar espaços, expressar o que sente e discordar quando necessário não são atos de egoísmo; são atos de dignidade humana. O processo de resgatar a sua voz não exige que você se torne alguém agressivo, mas sim alguém que se acolhe.

A vida se torna infinitamente melhor quando você percebe que os seus sentimentos e pensamentos legítimos têm direito de existir.

Comece substituindo o “Desculpe o incômodo” por “Obrigado pela sua atenção“. Mudar a linguagem é o primeiro passo para mudar a forma como você habita a sua própria história.

Eu sou a Psicóloga Fabiana Silva || CRP06/133045 || Especializada em Saúde Mental e Desenvolvimento Emocional – PUCPR – Formada desde 2008, atendo há mais de 12 anos.

Se você se identifica com o texto e percebe que precisa de apoio de um profissional especializado, entre em contato através do meu WhatsApp 11 9 7299 6474 para agendar a sua consulta de acolhimento. Você terá espaço de escuta e apoio no seu processo de auto fortalecimento. O espaço terapêutico é o momento para você se conhecer e encontrar o seu verdadeiro Eu no mundo.